A Imagem Eterna do Universo

O maior preceito religioso do mundo

Por que estudar as análises cósmicas do universo que para algumas pessoas podem ser difíceis de compreender ? O caminho do homem em direção a Deus tem sido mostrado através das religiões e dos redentores do mundo. E por acaso existe um caminho melhor e mais perfeito em direção a Deus ou uma criação cultural mais autêntica que, por exemplo, o que Jesus já nos deu no sermão da montanha e em outros mandamentos sagrados ? Pode, por acaso, ser dada uma melhor indicação do caminho que conduz à luz que esta: “ame a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo” ?

A resposta correta é que é totalmente impossível mostrar um caminho que conduza a Deus, à luz ou à uma criação cultural perfeita, que em suas normas não tenha, antes de tudo, esse preceito divino e inquebrantável como autêntico fundamento da vida. As análises cósmicas e os símbolos sobre a estrutura da vida não foram manifestados para distanciar os homens dos preceitos divinos de Jesus e nem para afastá-los dos – mais ou menos santos – mandamentos ou instruções das grandes religiões em relação à moral e conduta. Pelo contrário, foram manifestados para mostrar que o essencial destes supremos resultados cósmicos ou dogmas, revelados através dos representantes das grandes religiões, é totalmente verdade.

A situação do mundo e o anunciado “dia do juízo final”.

A própria situação atual do mundo mostra que dita manifestação é necessária. Esta situação é tal, que nos vemos obrigados a falar sobre ela como deste estado de juízo final ou cataclisma que, segundo Jesus, deve vir aos homens nos “últimos tempos”. Não diz, precisamente, a narração bíblica sobre o futuro que “o diabo se enfurecerá com todo o seu poder “?. E o que é que temos visto sob a forma de duas guerras mundiais que fizeram estragos na humanidade ?

Não temos visto tentativas de destruir cidades imensas com seus habitantes e suas riquezas culturais? Não foram tentativas de aniquilar a toda a raça humana ?. Não temos visto como milhões de homens foram assassinados, não somente em campos de batalha, defendendo sua pátria ou melhor atacando o espaço vital de outros povos, mas em câmaras de gás às quais foram conduzidos, depois de terem sido arrancados da vida civil ? E estes assassinatos foram cometidos sem qualquer base jurídica ou legal e, obviamente, sem considerar os mandamentos condicionadores da vida que dizem: “não matarás”, perdoe a seu próximo, coloque a espada em sua bainha, porque quem com a espada fere, com a espada será ferido”.

Não é o cumprimento da lei precisamente este grande mandamento: “ame a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”?. Onde está a crença em um Deus cheio de amor e na prática de uma cultura cristã nesta existência de juízo final na qual multidões de homens, tanto crianças como adultos, velhos como jovens, consumiram-se até à morte nos terríveis campos de concentração, ou campos de morte, que arrojaram sombras de consciência diabólica sobre toda a terra ?

Os homens se distanciam dos dogmas religiosos.

Por que os ideais religiosos, que foram pregados aos homens durante milênios, não puderam impedir estas manifestações diabólicas, essa agonia de morte, essa invalidez, essa enfermidade, essa miséria e essa amoralidade que se desprendem delas ? Não se torna evidente com isto que os ideais religiosos ou dogmas herdados do passado, por muito divinos que tenham sido, não têm podido libertar a humanidade dessa época espantosa de juízo final ?

Não vemos, por acaso, que estes ideais se tornaram pequenos para os homens, quase da mesma forma que a roupa e os sapatos se tornam pequenos para as crianças ? Por causa disto, é natural que se perda a crença nestes ideais. Por acaso milhões de homens não se tornaram marterialistas e prescendem de Deus ? O fato de que este número esteja aumentando e de que durante os cultos religiosos existam mais e mais espaços vazios nas igrejas ou casas de Deus, não é, por acaso, algo inegável ?

E, consequentemente, não é também inegável o fato que as mais altas verdades cósmicas de importância vital, isto é, os preceitos religiosos ou dogmas se transformaram em algo misterioso sobre o quais diretamente opina-se no sentido de que ocupar-se ou crer nisto é algo indigno para pessoas inteligentes ? Os homens estão equivocados ou são os ideais religiosos que não estão certos ?

Existem pessoas que não exigem uma argumentação lógica para a aceitação dos ideais religiosos ou dogmas herdados do passado.

Num amplo sentido, nem os homens e nem os ideais religiosos estão equivocados. Os ideais religiosos se adaptam de uma maneira perfeita ao estado evolutivo dos homens aos quais foram dados. E para estes homens são o pilar fundamental de suas vidas. Mas uma grande parte da humanidade evoluiu, distanciou-se desses estados e, em maior ou menor grau, avançou para estados superiores. Estes homens vivem em uma esfera mental totalmente diferente da esfera para a qual estes dogmas ou resultados religiosos eram adequados e aos quais os homens anteriormente citados podiam entregar-se totalmente, em virtude de seu instinto todavia pujante.

A inteligência deles não estava ainda suficientemente desenvolvida para necessitar de que os citados ideais religiosos ou dogmas lhes fossem confirmados ou explicados de um modo intelectual. A estes homens bastava-lhes somente o fato de que este dogmas fossem transmitidos por autoridades.

Mas hoje tudo é muito diferente. Uma grande parte da humanidade perdeu sua capacidade de crer. Porque seu instinto foi mais ou menos degenerado devido ao desenvolvimento da inteligência. Com este desenvolvimento, os homens adquiriram a capacidade de analisar as coisas por si mesmos, de investigar e de observar. E à medida que este desenvolvimento vai aumentando, exigem uma argumentação lógica ou uma base científica para cada idéia ou conceito mental que deve ser aceitado como verdade. Mas seria completamente um absurdo culpar-lhes pelo estado no qual se encontram.

É impossível para estes homens simplesmente crer nos ideais ou dogmas religiosos. Porque estes manifestam-se apenas como simples resultados ou afirmações sem uma base lógica ou científica. É por isso que, o presente livro dos símbolos* e a obra capital dos quais estes são suplemento, foram criados. Este livro foi escrito para ajudar os homens aos quais lhes é impossível simplesmente crer em suposições ou afirmações, carentes de uma base intelectual ou lógica, mas que buscam com a razão e com todo o coração esta justificação da situação de juízo final que começam a pressentir, mais além do primitivismo e da não reflexão na vida cotidiana. Abri para estas pessoas o caminho do estudo cósmico, o qual lhes levará a compreender que a própria vida justifica totalmente essa escuridão no mundo como um degrau na criação da eterna manutenção do tom fundamental do universo: o amor.

* A Imagem Eterna do Universo compõe os livros do Símbolos. São 4 volumes contendo a simbologia da obra capital de Martinus: (Livets Bog – O livro da Vida). Atualmente está sendo editado o volume 5 do livro dos símbolos. O Instituto Martinus está finalizando este trabalho com os símbolos que Martinus deixou, mas que ainda não haviam sido publicados. O volume 1 e 2 do Livro dos Símbolos – Det Evige Verdensbillede –  ( A Imagem Eterna do Universo )já foram traduzidos para a língua portuguesa. Necessitam, porém, de revisão e posteriormente serão publicados.