O conhecimento espiritual.

O que é o conhecimento espiritual? O conhecimento espiritual é a análise das experiências ou das vivências que são estimuladas por forças que não podem ser percebidas pelos sentidos físicos comuns. Mas quais são estes tipos de forças? Com esta pergunta chegamos ao cerne de todo o problema religioso. Porque esta pergunta é idêntica à grande interrogação da humanidade atual e que até o presente momento segue, todavia, sem resposta. O que é a verdade? Pode-se dizer algo sobre estas forças no atual momento? Não.

A ciência moderna não é capaz de responder à essas interrogações. A ciência moderna está, todavia, como dito anteriormente, na fronteira. Mas isto não exclui o fato de que, mesmo assim, não cheguem à humanidade relatos sobre a existência de ditas forças. A questão é que nem todas as pessoas se encontram no mesmo nível evolutivo. Da mesma maneira que existem seres muito atrasados em relação à evolução da ciência moderna, existem também seres que a ultrapassaram, que já tiveram vivências, que já adquiriram experiências – ou as estão desenvolvendo – e estas se baseiam em forças espirituais. Por isso, possuem um nível de consciência que os científicos e o resto da humanidade ainda não experimentaram. E estes novos níveis de consciência, quanto mais avançados forem em relação ao nível de consciência do resto da humanidade, mais estranhos e fantásticos parecerão para os demais.

As fontes destes novos níveis de consciência são denominadas de “ocultistas”. Um ocultista que tenha alcançado um nível de desenvolvimento tal que o permita perceber, com a mesma intensidade, tanto o plano espiritual quanto o material, pode ser de grande utilidade para os seus semelhantes como conselheiro. Porque é a manifestação de um ser que não somente pode comunicar o grande princípio da vida, mas também os métodos para calculá-lo, de modo que seus contemporâneos possam, pouco a pouco, desenvolver-se até o ponto de “verificar” e, desta maneira, fazer deste conhecimento um conhecimento próprio. Os mais destacados destes seres ocultos são denominados de “messias” ou “redentores do mundo”.

Dado que a maior parte da humanidade, em uma época anterior, tinha uma inteligência ou capacidade de análise muito primária, não se exigiam métodos para calcular o princípio da vida. O fato de se acreditar cegamente em um simples princípio era suficiente. Os anteriores redentores do mundo tinham somente a missão de dar a este princípio uma forma que pudesse apelar à essa capacidade de acreditar sem compreender, que a maior parte da humanidade tinha. Suas palavras eram lei, e as consequências disto são as que fazem dos relatos religiosos, dogmas. Hoje um redentor do mundo deve não somente comunicar o princípio da vida de forma aberta, mas também mostrar um método de cálculo por meio do qual os indivíduos, à medida que suas inteligências e seus sentimentos alcancem um nível de desenvolvimento suficiente, possam verificar tal princípio e assimilá-lo como experiência própria. Este método de cálculo é, simplesmente, uma série de idéias com uma relação lógica, e por meio das quais o mais alto princípio da vida pode ser assimilado não como objeto de fé, mas como objeto de conhecimento.