O primeiro vislumbre da existência da Divindade

A deficiente capacidade do ser inacabado de compreender a vida.

O que os homens terrenos melhor percebem no mundo exterior são, naturalmente, os organismos os quais conhecem  como “pessoas”, “animais” e “plantas”. Mas após o reconhecimento dessas formas de vida, a capacidade do homem terreno de perceber  a existência torna-se insegura. Este homem não está sintonizado com o fato de que as substâncias minerais estejam vivas, mesmo que há tempos tenha descoberto que estas mostram movimento, modificação ou criação.

Não é a cristalização uma criação maravilhosa? E não é o mesmo com os cristais de neve ?. Não mostram estes incontáveis e belas figuras de plantas ? E o que dizer sobre o planeta Terra o qual constitui o espaço físico de vida para os homens terrenos ? Perceber este globo como o organismo de um ser vivo pertence à opinião do praticamente impossível para muitas pessoas. E não é assim também com os corpos celestiais como o Sistema Solar e a Via Láctea ?.

Os homens não estão acostumados a perceber estes fenômenos como órgãos de manifestação e experiência ou corpos do invisível “Algo” o qual constitui o eu nos seres viventes.

Os processos de criação da natureza revelam a existência de um “Criador”.

Todos os seres vivos estão, portanto, rodeados por um mundo exterior. Este constitui um oceano de tipos de movimentos organizados ou processos de criação os quais são absolutamente lógicos. Se não fossem lógicos nenhum ser vivo poderia existir. Não existiriam plantas, animais e pessoas assim como também não existiriam planetas, sóis ou galáxias.

Como é que poderia haver vida, experiência e criação ?. Como é que poderia criar-se então o tempo e o espaço ?. Como é que os seres vivos poderiam ter espaço físico para vida, se não existissem os planetas ?. Como poderia haver luz e calor se os sóis não existissem ?. Como seria se a Terra ficasse parada em sua órbita ?. Um eterno brilho solar sobre apenas um lado do planeta e um frio universal sobre o lado sombreado não desordenaria sua temperatura normal impossibilitando, desta forma, a normalidade da presente e altamente desenvolvida vida vegetal e animal ?.

Não podemos aqui deixar de ver que a rotação terrestre é uma benção divina na qual o indivíduo pode alcançar sua total perfeição ou completa criação. A estrutura do universo é, portanto, lógica. E, graças à esta lógica, torna-se estimuladora de vida. Torna-se base de vida para o seres viventes. Mas um processo de criação estimulador de vida que é lógico somente pode existir como resultado do planejamento.

E planejamento somente pode existir como resultado do pensamento. E pensamento, uma vez mais, somente pode existir como função em um ser vivo e, deste modo, é declaração de vida. Uma vez que os processos de criação na natureza são declaração de vida, torna-se então evidente, que eles tem um ser vivente como origem.

O planeta Terra constitui o nosso macro ser.

Estes processos de criação estimuladores de vida da natureza são, então, as funções interiores de um criador ou de um organismo do ser vivente. Vivemos, desta forma, no interior de um organismo e vemos o mundo exterior como terra e céu, continentes e mares, ar e água, tempestade e calmaria, frio e calor, em resumo, como o conjunto de todas as forças da natureza. Pessoas, animais, plantas e outras formas de vida dentro da circunsferência do planeta são seus microseres, do mesmo modo que nossos órgãos, células, moléculas e assim por diante constituem os microseres no interior de nosso corpo.

A Terra é, portanto, um macrocósmico ser para nós, assim como também e pelo mesmo modo,  somos um macrocósmico ser para os microseres de nosso corpo. Mas, da mesma maneira pela qual não podemos sentir e experimentar a existência física sem um organismo macrocósmico, assim também, naturalmente,  não pode o nosso macroser, o planeta Terra, sentir e experimentar sem ser um microser em um macrocósmico e eminente organismo. Como poderia a Terra ter  possibilidade de existência e vida se em seu redor não houvesse um mundo exterior ?. A manifestação da vida não pode simplesmente vir do “nada”.  Todos os seres vivos são macroseres, do mesmo modo que são microseres nos superpostos organismos dos macroseres.

O mundo exterior ao organismo do planeta Terra é o Sistema Solar que, por sua vez, encontra-se em um sistema todavia mais superior. Este sistema maior conhecemos como o sistema da Via Láctea. Esta encontra-se também em um sistema superior e,  desta forma, continuadamente para cima no imenso infinito. Dado que os sistemas solares e os sistemas de galáxias revelam ou desencadeiam manifestações lógicas, não podem, portanto, evitar de ser órgãos de manifestação ou experiências para o vivente “Algo” ou “eu”, da mesma forma que o nosso corpo físico é o órgão para o nosso eu.

Como poderiam tais sistemas desencadear manifestações lógicas ?. Somente o fato em si de que estes geram movimentos os revela como origem da “declaração da vida”, uma vez que movimento em sua análise básica é a distingüida indicação de vida. O universo inteiro constitui, portanto, um sistema de seres vivos cujos organismos situam-se uns dentro dos outros. Sem este sistema divino toda a manifestação e experiência de vida seria totalmente impossível.

Como poderiam os nossos organismos físicos estar vivos, ser mais fáceis de dominar e conduzir e, portanto, ser um melhor instrumento de manifestação e experiência de algum outro modo senão precisamente este que faz-se valer via o auxílio de miríades de microseres em colaboração mútua com o nosso eu ?. Como poderiam estes microseres ter um espaço para suas vidas, um universo para viver, se eles não vivessem precisamente em um organismo vivo ?. E como poderíamos nós mesmos ter um vivo organismo físico se não fossemos microseres em um macroorganismo com as condições de vida para a nossa existência ?

O sistema na construção do ser vivo, de acordo com o qual, de uma só vez, compõe o micro e o macroser e, portanto, o seguinte princípio: organismos dentro de organismos, o que outra vez significa seres vivos dentro de seres vivos e, com isso, universos dentro de universos, forma então o absoluto princípio básico da vida. Obtemos, então, o primeiro vislumbre da procurada Divindade através dos tempos.

Este eterno princípio de vida, que a tudo penetra, faz do universo inteiro uma unidade inseparável, composta e mantida pelos eus de todos os seres vivos existentes, pelas suas experiências, pelas suas capacidades criadoras e pelos seus organismos ou corpos. Dado que todos os eus dos seres vivos, como mais adiante vamos ver, em seu conjunto formam um eu, e todas as experiências e capacidades criadoras dos seres vivos igualmente compõem em seu conjunto uma única e grande capacidade de criar e experimentar, da mesma forma que todos os organismos dos seres viventes constituem órgãos colaboradores ou corpos na mesma imensa unidade a qual compõe o universo inteiro, torna-se aqui evidente que este universo constitui um único e grande ser vivo que a tudo abarca.

Este ser gigante, o qual tem o universo inteiro como organismo ou corpo, somente pode ser a eterna Divindade, tão venerada e tão procurada pelas pessoas através de todos os tempos. E a eterna verdade: Nele vivemos, nos movemos e somos, torna-se então aqui realidade.