O reino humano à imagem de Deus começa a vislumbrar-se à distância

Através destes desencadeamentos negros de cataclismas que culminam sobre humanidade, existe o fato tão alentador de que ditos sombrios desencadeamentos constituem, desde um ponto de vista cósmico, um banho mental purificador que levanta o homem acima do reino animal ou domínio do princípio mortífero. Acrescente-se a isto o fato de que esta evolução acontece de modo tão rápido, que o reino humano autêntico, acabado ou perfeito à imagem e semelhança de Deus já começa ser visto à distância.E esta maravilhosa visão surge: o reino humano perfeito é, na verdade, o mesmo que “o “reino de Deus” ou “ o reino dos céus”. A luz radiante deste reino divino está começando a surgir acima da esfera da escuridão e dos sofrimentos e, sob a foma de ciência do espírito e de análises cósmicas, inspirará, a partir do nosso tempo e no futuro, a consciência da humanidade a praticar o amor ao próximo. Em seguida vamos mostrar este futuro reino de amor ao próximo na esfera da existência física terrena.

Os seres humanos que criarão o reino humano perfeito na Terra.

O reino humano perfeito está, naturalmente, livre de todas aquelas manifestações que são resultados da ignorância ou de um estado mental inacabado, tal como a inveja, os ciúmes, a cobiça a intolerância, o ódio ou desejos de vingança, a soberba, o desprezo de seus semelhantes, a cólera, o ressentimento e outros tipos de pensamentos que geram escuridão no modo de ser. A eliminação destes pensamentos de cataclisma ou inferno do modo diário de ser do homem, junto com o crescimento do amor ao próximo é o que cria o citado reino de luz. E, como já dissemos, já existe um grande grupo de seres humanos que avançaram muito em sua purificação das disposições animais de sua consciência e de seu modo de ser. O crescimento deste grupo de seres, que gradualmente deixam para trás seu carma sombrio e em suas novas encarnações se transformarão em portadores de paz e amor ao próximo é o que, segundo o modelo da redenção do mundo, criará o reino humano perfeito na Terra.

O dinheiro se transformou em um obstáculo para a autêntica moral mundial.

O reino humano perfeito, em seu estado acabado, não necessita, de forma alguma, do que hoje chamamos de “dinheiro”. O dinheiro é, segundo o seu princípio cósmico original, um excelente objeto de troca e não deveria ser outra coisa do que isso. Mas o dinheiro converteu-se gradualmente em um fenômeno que cria um oceano de padecimentos econômicos, depressões e suicídios. Transformou-se em um obstáculo para uma autêntica moral mundial. Através da especulação e da sugestão das massas, a cédula bancária converteu-se em expressão de falso valor. Uma nota de dinheiro é considerada como o certificado de garantia da existência de um valor nominal determinado. Uma cédula deste tipo pode representar, por exemplo, uma quantidade de 10 coroas. Essa quantidade é expressão de uma unidade de valor correspondente ao formato que se apresenta com esta denominação. Mas como se chega a determinar o formato desta unidade de valor? Isto é feito através da demanda. Quando existe uma grande demanda de um determinado artigo, este, como unidade de valor, é considerado de formato superior e torna-se mais caro. Seu valor em dinheiro sobe de modo correspondente sem que sua qualidade tenha melhorado. O formato do valor do artigo não é decidido de acordo com o seu próprio valor como objeto de utilidade. Muito pelo contrário, este é decidido exclusivamente pela força de sua demanda. A demanda de um artigo aumenta quando este entra em escassez. O que decide o seu preço é o aperto no qual as pessoas se encontram, por causa de sua falta. Este preço do artigo é, portanto, um preço totalmente falso, dado que, como já dito, o artigo não foi melhorado. O preço comercial deste artigo, que pode ser de vital importância, é um preço absolutamente inexato e seu formato é decidido pela necessidade do consumidor em adquirí-lo. Esta escassez do artigo é o que faz que o curso do dinheiro suba. Se existe abundância do mesmo artigo, naturalmente, a demanda cai e então seu preço abaixa à margem do próprio artigo que, obviamente, tem o mesmo valor como objeto de consumo. Os preços dos artigos e os cursos monetários dependentes deles sobem e baixam assim totalmente à margem do autêntico valor do artigo como objeto de utilidade. Um sistema econômico deste tipo, que obriga a se pagar preços por artigos que nada tem a ver com o seu autêntico valor, mas que, contrariamente, são um sobre-preço, um dinheiro a desembolsar sobre o qual o cliente nada recebe em troca e que enriquece altamente o vendedor, tem a ver com o cristianismo ? Não, de modo algum. Trata-se de um sistema altamente pagão. Enriquecer-se através da necessidade e do aperto de outras pessoas é algo familiarizado com a extorsão. Sim, por exemplo, uma pessoa que compra em um estabelecimento autorizado um par de meias por 10 coroas, tem a garantia de que estas meias representam efetivamente este valor?

O vendedor talvez as tenha comprado por 6 cororas. Sua unidade de valor é, portanto, diferente e menor do que 10 coroas. O comprador deu uma unidade de valor maior por uma unidade de valor menor. O vendedor adquiriu, por conseguinte, uma unidade de valor de 4 coroas pela qual não pagou absolutamente nada. Neste caso, as 10 coroas não foram uma medida de troca, mas um meio com o qual o vendedor pode adquirir unidades de valor totalmente grátis, isto é, um meio, de certo modo, de enganar. Mas o pior de dos casos é que este meio para enganar está autorizado e é legal em todo o mundo sob o nome de “negócio” e a unidade de valor adquirida de 4 coroas é qualificada como ”benefício honrado”.

Como surge a riqueza e a pobreza

Como no mundo existem milhões de homens que vivem muito bem deste “benefício”gratuito ou aquisição de valores, pelos quais nada fizeram, não é estranho que a riqueza se acumule diretamente, formando montanhas ao lado de alguns seres e criando, de modo correspondente, profundos vales de miséria, necessidade e indigência em outros lugares. Mas, desde um ponto de vista cósmico, este sistema comercial teria que ser somente um sistema de troca baseado no mesmo valor pelo mesmo valor e não em um sistema através do qual, de um modo legal, é possível adquirir valores de outros seres humanos sem nada ter feito por estes valores.

Não é estranho que a economia internacional seja imperfeita

Como o mundo moderno de negócios baseia-se neste tipo sistema comercial camuflado, cujo princípio é a aquisição da maior quantidade possível de unidades de valor em troca da menor quantidade possível de unidades de valor, o que na verdade é o mesmo que um roubo camuflado, não é estranho que a economia internacional seja imperfeita. Existem crises econômicas e colapsos. Surge a pobreza, a necessidade, a miséria e o mundo está cheio de gemidos e lamentos da grande quantidade de seres que, por causa de sistema imperfeito, converteram-se em mendigos que sequer tem acesso ao pão cotidiano.

Nem os governos, nem os partidos políticios e tampouco os seres humanos como indivíduos são culpados por este sistema econômico imperfeito.

Podemos argumentar sobre fato de que na compra e venda é necessário ter um “lucro” com cada venda. Senão de que outro modo os comerciantes poderiam viver ?. E isto está totamente correto. Enquanto todo o mundo dos negócios tenha esse “lucro”, este princípio camuflado de roubo como fundamento de sua existência, este mundo não pode, naturalmente, existir sem dito princípio. Cada empresa, cada homem de negócio é obrigado a se subordinar a este sistema para poder viver como empresa e como homem de negócio respectivamente. As condições para poder eliminar este princípio de roubo do mundo dos negócios ainda não estão de modo algum presentes. É por isso que desejamos que se observe que a presente análise do mundo dos negócios e da economia não é nenhuma acusação contra nada e nem contra ninguém O citado “mundo dos negócios” é um sistema do qual os seres são dependentes. Este sistema tem dimensões mundiais e não pode ser modificado absolutamente por nenhum homem em particular e nem por nenhum governo ou política. A mudança de sistema é exclusivamente uma questão de evolução. Entretanto, este sistema, por causa de sua imperfeição ou estado inacabado, não deixa de ser uma infração da moral cósmica mundial, do mesmo modo que assim são todas as outras infrações das leis cósmicas sob as que o homem vive. É por isso que o homem experimentará o conseguinte sofrimento cármico ou cataclisma. A experiência, o conhecimento e o desenvolvimento do amor ao próximo que isto gerará na consciência da humanidade é absolutamente o único que pode modificar este sistema. Esta transformação ocorrerá em conexão com a ciência do espírito e se desencadeará economicamente dando lugar à culminação da justiça como resultado final.

O que transforma o dinheiro em um mal.

O que caracteriza o dinheiro é o fato de, por si mesmo, somente ser um meio de troca e nada más. Legitimamente apenas pode ser usado como um meio para dar uma unidade de valor em troca de outra igual a ela. Qualquer outro uso do dinheiro é mal. Se com a ajuda deste meio de troca adquiri-se uma unidade de valor maior em retorno por uma unidade de valor menor, o dinheiro, neste caso, já não é um meio de troca. É então um meio de calotear. Nunca, e em caso algum, pode ser justo adquirir uma unidade de valor maior em troca de uma unidade de valor menor. O benefício que a unidade de valor maior representa em relação à unidade de valor menor constitui, portanto, uma unidade de valor pela qual nada se fez. Isto significa que podem ser adquiridos valores sem nada se fazer por eles. Mas como pode corresponder a alguém este valor gratuito?. Somente pode ser a propriedade de alguém se foi produzido com trabalho. Como é possível que um ser humano tenha o direito de viver às custas das unidades de valor de outros seres humanos ? Entretanto, no mundo existem milhões de seres humanos que, devido ao abuso econômico, vivem do trabalho de outros sem fazer nada eles mesmos. É evidente que isso cria um carma negro . Somente é possível adquirir de um modo legal uma unidade maior de valor de troca por uma menor se esta aquisição é um presente incondicional por parte do proprietário de dita unidade de valor.

A unidade de valor ou preço em dinheiro e o valor real de uma mercadoria

No comércio vemos que as unidades de valor, isto é, as mercadorias sobem e baixam de valor ou preço em dinheiro. Como é que pode uma unidade de valor ter outro valor além daquele que precisamente tem ?. Como pode ter um valor hoje e outro amanhã ou mais tarde ? Como pode um copo que não foi quebrado mudar de valor ?. Enquanto não estiver quebrado tem que ter o mesmo valor desde a sua produção até que se rompa. Porém, este copo pode ter um preço hoje e dito preço pode ter subido ou baixado amanhã, apesar de que em si mesmo não tenha mudado e seja igual de útil como copo. Como podem outras mercadorias estarem subordinadas ao mesmo destino ?. Na verdade, vemos que o que se percebe como o autêntico valor do copo não é o seu valor como copo para beber, porque senão enquanto possa ser útil de um modo normal seu preço seria inalterável. O que determina o preço não é, portanto, o custo para produzí-lo tal como material e salário. O que, ao contrário, determina o preço de dita mercadoria é o volume da demanda. Quando a demanda de uma mercadoria é tão grande que dificilmente se pode satisfazê-la, aumenta-se o preço. Se, ao contrário, existe abundância desta mercadoria, baixa-se o preço e, conseqüentemente, quando existe escassez pode-se aumentar o preço. Quanto mais importância vital tenha esta mercadoria, mais se pode exagerar nos preços. Neste caso, pode-se aproveitar do aperto ou da situação de urgência na qual os compradores se encontram em relação à falta de mercadorias de importância vital e exigir um preço mais alto por elas, apesar de que seu valor autêntico como artigo de consumo não mudou. É honesto, deste modo, abusar da necessidade do consumidor, obrigando-o a pagar pelas mercadorias mais dinheiro do que estas, na verdade, legalmente valem, sem que o preço de produção tenha sido aumentado ? Não é, portanto, o valor real da mercadoria como artigo útil ou de uso o que determina seu preço, mas seu valor como objeto de especulação e enriquecimento. Isto tem o aspecto de estar familiarizado com a extorsão. Por causa de uma demanda muito grande de uma mercadoria obriga-se o consumidor a pagar por ela, não somente o seu valor real, mas também um valor extra acrescentado, apesar de que o valor real desta mercadoria em questão, como objeto de utilidade, não tenha sido alterado. É natural que um sistema assim contribua para criar o cataclisma e nada tem a ver com uma cultura autêntica e humana. Mas, igualmente como ocorre com qualquer estado inacabado, não se pode culpar a ninguém por um defeito, nem os governos e nem os políticos. Nos campos onde a humanidade não é perfeita ou não está acabada, não pode absolutamente atuar de um modo perfeito. Mas através dos efeitos de seus erros ou estado inacabado, a evolução a conduzirá à perfeição.

Os seres humanos monopolizaram as matérias da Terra em detrimento de uns dos outros

O que é que se entende sob o conceito de valor ? Pode-se dizer que tudo o que é útil para a manutenção da vida dos seres vivos constitui um valor. Deste modo, a natureza, com todas as suas matérias, representa uma condição de vida para os seres vivos. Estas matérias da natureza são de um valor imprescindível. Desde um ponto de vista cósmico não estão absolutamente previstas para ser uma mercadoria. Constituem uma mesa servida para todos os seres vivos que Deus deixou encarnar no mundo físico. O objetivo da vida é que haja comida e bebida e todas as matérias necessárias para a manuntenção da existência de absolutamente todos os seres do globo terrestre. Somente se requer a própria faculdade dos seres de poder sentar-se à mesa e comer. Mas uma faculdade é o mesmo que um talento. E o talento é algo que tem que ser desenvolvido. E vemos que todos os seres vivos não tem o mesmo talento para poder comer o banquete da vida que Deus serviu. Ainda não alcançaram, em seu desenvolvimento, a faculdade perfeita de comer, o que aqui quer dizer o modo de ser perfeito. Os mais fortes afugentam da mesa os mais fracos. Estes últimos devem, no pior dos casos, passar fome e necessidade enquanto os fortes comem e bebem em excesso e não podem consumir toda a comida da qual, em maior ou menor grau, estão em condições de manter distante dos outros seres. Isto não vale somente para o verdadeiro reino animal, mas também para a esfera do homem inacabado ou com tendências animais, onde vemos uma monopolização quase culminante das matérias da natureza. Há tempos que certos grupos de seres humanos monopolizaram as matérias vitais mais importantes da natureza como o carvão, o petróleo, os minerais, os metais etc. A isto deve-se acrescentar a própria superfície da Terra que está também muito monopolizada, tal como os campos, os bosques, as praias, os lagos, etc. As matérias naturais da Terra, isto é, a comida da mesa de Deus, transformaram-se em propriedade privada de diversos grupos de seres humanos. E o que ocorre, então, com todos os outros hóspedes da mesa de Deus para os quais não há comida, porque esta se transformou na propriedade privada legal de um pequeno grupo de indivíduos da humanidade ? Como é que estes seres poderão ter acesso à comida da mesa de Deus se não tem dinheiro e, conseqüentemente, não podem comprá-la ?. Devem tentar roubá-la com astúcia, violência e força. E por isso surge o chamado mundo da delinqüência que, na verdade, não é um mundo de delinqüentes, porque seus seres não o são absolutamente. É uma sociedade formada por seres, por assim dizer, deficientes, em relação a receber as mercadorias imprescindíveis de primeira necessidade, porque estão monopolizadas pelo resto da humanidade. Tomando posse, como propriedade privada, das matérias vitais da natureza, a parte dominante da humanidade contribui para que a outra parte despossuída lance-se em uma luta ou guerra permanente pela existência. E a humanidade vive cada dia com esta guerra que, em ocasiões, geram guerras mundiais e dia de juízo final ou cataclisma.

O único valor absoluto, verdadeiro e autêntico é a faculdade criadora do homem.

Não é estranho que existam guerras e guerras mundiais ou cataclismas. Como pode ser que alguns seres humanos tenham direito a fazer das matérias vitais da natureza, dispostas como material para a manutenção da vida de cada ser vivo, ser propriedade privada ?. Por acaso estas matérias vitais não foram doadas a toda a humanidade como propriedade comum do mesmo modo que assim são a luz e o calor do sol ? Não custou nada para ninguém, sequer um centavo ou um minuto de trabalho o fato da Terra estar provida de matérias vitais citadas para a existência do homem como o carvão, o petróleo, os metais etc.Quem pode ter o direito de considerar estas matérias como propriedade privada ou direito de monopolizá-las como objetos de enriquecimento unicamente para eles ?. Por acaso não são todos os seres humanos herdeiros da parte destas matérias que é necessária para suas existências e para a manutenção de suas

vidas? Estas matérias não foram feitas, de modo algum, para serem objetos monopolizados de enriquecimento para determinados grupos de seres humanos. Trate-se de matérias que outros seres herdaram legalmente e que são, em maior ou menor grau, roubadas, ocasionando-lhes dificuldades para manterem suas vidas. Jamais haverá paz no mundo enquanto existir este sistema oculto de roubo. Mas este sistema gerará tantas experiências de sofrimento e tantos estados de guerra, que os seres humanos não poderão evitar descobrir o curso errôneo de suas vidas. Devemos aprender que as matérias vitais da natureza são para todos os seres existentes e que, por causa disto, devem permanecer à margem da monopolização e do direito de propriedade. Em nenhum caso podem ser um valor comercial, dado que, desde o ponto de vista cósmico, são a propriedade de todos os seres humanos. Mas uma grande partes destas matérias vitais da natureza nao é apta para ser usada por seres humanos sem ser transformada, de modo que se converta em objetos de uso muito úteis para a manunteção da vida. Esta transformação somente pode ser feita através da faculdade humana de criar. Por isso, esta faculdade se transforma no único valor autêntico para a manutenção da vida dos seres humanos. O desdobramento desta faculdade humana é algo que tem que existir para que as matérias sejam transformadas e usadas para a manutenção da vida humana. Sem esta transformação, as matérias da natureza não poderão ser convertidas em utensílios de importância vital. Como poderiam surgir as casas onde vivemos, a roupa com as quais nos vestimos, os meios de transporte que usamos e todos os demais bens construidos de matéria, sem esta faculdade criadora que as produziu ?. Dado que os produtos de importância vital ou coisas criadas não poderiam surgir sem a citada faculdade criadora, esta tem que ser absolutamente o único e verdadeiro valor em relação às coisas criadas. Estas coisas não representam por si mesmas nenhum valor. Somente constituem combinações de matéria. Se são úteis ou não, depende da faculdade através da qual foram criadas. A matéria da qual foram criadas é propriedade de todos e não tem nenhum valor como cédula monetária. O fato de um objeto útil deste tipo ou produto de importância vital representar hoje um valor como cédula monetária deve-se à estrutura errônea da economia mundial, sob cujo domínio encontra-se o homem, por causa de sua total ignorância cósmica e seu estado inacabado.

Cada homem que nasce é herdeiro da matéria de que necessita para poder manter a sua vida.

Como já indicamos, cada ser que nasce na Terra é herdeiro da quantidade de produtos da natureza ou matérias da Terra, que são necessários para que sua vida possa manter-se com um bem-estar natural. Mas esse direito hereditário ainda não chegou ao conhecimento da humanidade. E é por isso que não teve nenhuma influência na distribuição da matéria do mundo. Até o momento, esta distribuição somente aconteceu através do poder e da inteligência dominantes. Os mais fortes e inteligentes usaram os menos fortes e sagazes e se fizeram donos e senhores das matérias da Terra, não somente daquelas que lhes correspondem, mas também das que correspondem a outros seres humanos. Por causa desta natureza animal, devido a qual os fortes puderam se apropriar das matérias de importância vital dos menos fortes, estes últimos devem, no caso de que estejam em condições para isto, comprar estas matérias vitais necessárias dos donos ilegítimos da matéria. Caso contrário, têm que viver da bondade de outros mendigando, quando não se transformam em “delinqüentes” e vivem de assaltos, saques ou no melhor dos casos, de roubos, fraudes e calotes.

As matérias de importância vital foram errôneamente convertidas em uma mercadoria sobre a qual impuseram um valor artificial expressado através de uma quantidade de dinheiro.

O homem cria utensílios de importância vital e de objetos úteis usando as matérias da natureza. Como, desde o ponto de vista cósmico, a matéria é grátis, a única coisa que tem valor real é a faculdade através da qual este objeto foi criado. E, dito objeto somente representa, por assim dizer, o valor desta faculdade. Entretanto, todas as coisas criadas, todos os utensílios ou objetos úteis não representam somente este valor, que é muito real, mas também um preço agregado pela matéria com direito a ser herdada, que constitui o material para a sua criação. Esta matéria ou material é propriedade de todos e, portanto não é necessário pagar por ela. Entretanto, em cada mercadoria ou produto criado foi incluído um preço pelo material ou esta matéria que é precisamente grátis. Em todas as coisas criadas que existem na Terra, em todas as mercadorias, tantos os artigos de importância vital como os de luxo, em todos os objetos de utlidade que o homem produziu foram imposto, como mercadorias, este falso preço pela matéria. A infelicidade da situação reside no fato do comprador ter que pagar pela matéria que de antemão é dele. O vendedor recebe um pagamento por algo ao qual não tem direito. Somente é justo se pagar pela faculdade através da qual o objeto foi produzido. O fato de que numa mercadoria, grande ou pequena, esteja vinculado não somente o pagamento desta faculdade, que é um valor natural, mas também um preço por algo que, desde o ponto de vista cósmico, é totalmente grátis, significa na verdade que o mundo econômico dos seres humanos é um negócio de roubo e encobrimentos, visto desde as mais altas leis morais.

A situação econômica da humanidade somente pode ser transformada através da evolução e não por meio de nenhum tipo de política ou ditadura.

É natural que um sistema econômico tão imperfeito estimule a guerra, as desgraças e pode provocar terríveis dias de juizo final e cataclisma, além de levar os seres humanos ao asco de viver e ao suicídio. Um sistema que leva os seres humanos a serem vagabundos, mendigos, ladrões, assaltantes e fraudadores e que, por outra parte também pode induzir-lhes à soberba e ao delírio de grandezas, não contém nenhuma condição para criar a justiça e a paz no mundo. Entretanto, devemos lembrar de novo que não se deve culpar a ninguém por este sistema o qual expressa um estádio evolutivo determinado no plano de Deus em relação à criação do homem à Sua imagem. O homem deste estádio ainda não alcançou o modo de ser humano e nem o conhecimento intelectual da estrutura cósmica da vida, os quais são necessários para que ele possa experimentar a causa de seu próprio fundamento econômico de vida que estimula o cataclisma. É por isso que este sistema econômico atual da humanidade não pode ser reformado através de nenhuma ditadura e nem de nenhum partido político. A modificação deste sistema é uma questão de evolução. Dita modificação irá surgindo, gradualmente, por si mesma, com o crescimento espiritual do homem. É por isso que nada pode ser diferente de como é em cada estádio determinado. Porém, nada permanece quieto. Todo o imperfeito evolui e se converte em perfeito ou acabado. A imperfeição da humanidade também se transformará em perfeição. E a humanidade acabará de ser criada.

A faculdade criadora humana é o único valor absoluto que existe e substituirá o sistema monetário.

Como será a economia da humanidade em seu resultado final ? Antes de qualquer coisa,deve-se compreender que tudo evoluirá para o internacionalismo. Todos os reinos e estados da Terra se unirão em um estado ou reino sob a soberania de um governo comum. Então a humanidade terá evoluído até o ponto de compreender que nenhum homem tem o direito a dispor dos valores da natureza como propriedade privada e monopolizá-los, isto é, a dispor do carvão, do petróleo, dos metais e dos minerais da Terra e de todos os outros produtos da natureza de importância para a vida. Como já dissemos, não custou nada a ninguém o fato destes produtos se encontrarem na Terra. É algo natural que estes produtos tenham sido previstos para ser propriedade comum de toda a humanidade. Senão, com que ajuda os seres poderiam desenvolver-se e manter suas vidas ? Mas todos estes bens da natureza não tem nenhum valor em si mesmos. Somente se transformam em valiosos através da faculdade humana que pode extraí-los e transformá-los em benefícios, alegrias e bençãos para a humanidade. Esta transformação da matéria da natureza em um bem semelhante para a humanidade se deve, exclusivamente, à faculdade criadora humana. Como, desde o ponto de vista cósmico, todos os seres humanos possuem as matérias da Terra e as áreas de que necessitam para viver, somente a faculdade criadora humana, que pode transformar estas matérias para ser usadas em manutenção de sua vida cotidiana e sua existência é o que constitui a unidade de valor absoluta e primordial. Para o homem esta faculdade é o único e autêntico valor real inato. E é por isso que será este o valor que substituirá o sistema monetário.

A distribuição do trabalho, o nível de vida e o passaporte vitalício do estado mundial

Todo homem sadio e com uma capacidade natural de trabalho tem uma faculdade de produção ou criação inata que, junto com a faculdade criadora de outros seres humanos, colocam-o em condições de transformar a matéria em um fundamento físico para a vida da humanidade. Em virtude disso, se desenvolverá o sistema econômico totalmente perfeito. Este sistema consiste em que cada homem deve prestar o número de horas de trabalho que são necessárias para transformar a matéria em seu fundamento de vida, isto é, alimentação, moradia, educação, transporte, viagens, plano de saúde, sustento na infância e na velhice. Como é que pode ser criado uma situação deste tipo na qual o próprio ser presta o número de horas que custa a sua vida desde o nascimento até à morte ?. Aqui deve ser entendido que primeiro o estado mundial tem que tornar-se uma realidade. O governo deste estado, formado por todos os estados do mundo, tem a responsabilidade da população de toda a Terra. É por isso que, através de máquinas eletrônicas de cálculo e outros aparelhos semelhantes que haverão nesta época, será possível saber as horas de trabalho de que se necessitam para criar um nível de vida para o conjunto da humanidade, com uma capacidade tal que possa ser oferecido a cada homem uma vida e um bem-estar com a conseguinte felicidade e alegria. O governo mundial conhecerá a quantidade existente de seres humanos em cada momento determinado e, de acordo com isto, poderá calcular a quantidade de horas de trabalho, necessárias para proporcionar à humanidade esse nível de vida perfeito ao que nos referimos e logo poderá repartir estas horas entre todos os seres humanos com uma saúde e uma capacidade de trabalho normais. Com esta realização tão gigantesca de todo o trabalho ou criação no mundo, o trabalho que cada homem deverá realizar será muito limitado. Possivelmente duas horas por dia ou talvez um dia por semana. Isto se transformará em realidade com a ajuda da profusão de máquinas e aparelhos que para então, serão descobertos. Haverão inclusive máquinas que poderão fabricar máquinas. Então já não existirá o trabalho manual pesado. Os seres humanos somente dirigirão as máquinas para que estas trabalhem*. Quando o homem tiver realizado suas duas horas ou outro número qualquer de horas, de trabalho obrigatório vigente, isto será anotado em um cartão. Este cartão servirá como recibo de sua prestação de trabalho. Com este recibo terá acesso a todos os bens dos estados do mundo, de acordo com o nível de vida a que as citadas horas de trabalho dão acesso. Se um homem deseja bens que estão acima do nível calculado também terá acesso a isso, mas então as horas extras de trabalho que custará a produção dos bens desejados serão acrescentadas às horas obrigatórias do indivíduo em questão. O cartão de trabalho dará aos seres, portanto, acesso aos bens da vida e é por isso que o chamaremos de “passaporte vitalício”.

O que significa a abolição do dinheiro no estado mundial.

No estado mundial o citado passaporte vitalício substitui totalmente o sistemamonetário. Nenhuma mercadoria nem nenhuma coisa criada tem um valor econômico. Por isso, tampouco pode transformar-se em um objeto de transação, porque todo o comércio deixou de existir. Ninguém pode comprar e nem vender. Somente pode-se dar e receber presentes. Mas, no estado mundial, tampouco existe a necessidade de dinheiro. Todos vivem na abundância. Todo o mundo vive melhor do que a pessoa acomodada comum de hoje. Como nenhuma coisa criada tem valor para ser vendida e como o homem pode conseguir o que deseja com o seu passaporte vitalício, todos os presuntos delitos, roubos, fraudes, invejas e pensamentos sombrios desaparecem. E onde antes estas manifestações errôneas obscureciam a vida cotidiana, existe luz e alegria. Cada homem contribui com as horas de trabalho que sua vida custa. Isto aplica-se também à infância, à velhice e possíveis dias de falta trablho por algum motivo de doença. No reino humano perfeito ninguém pode viver às custas dos demais. Os climas de pensamentos sombrios com guerras, mutilações, necessidades e misérias, que antes se manifestavam na humanidade desaparecem e aqui brilha a luz divina.

Em todo o estado mundial todo mundo trabalhará com aquilo que é sua dedicação favorita.

Como a faculdade humana de trabalho é o único valor autêntico do estado mundial, cada criança receberá o ensinamento adequado para o trabalho ou campo criativo para o qual tem faculdade e talento, porque somente ali encontra afeição ou desejo de criar e viver. E as horas obrigadas de trabalho que deve prestar para a sua existência serão dentro do campo da dedicação, dando-lhe alegria de viver e não um fastídio demolidor do desejo de viver. Nos casos em que anteriormente percebia o trabalho mais ou menos como uma escravidão, agora percebe-o como uma fonte de inspiração e de desejo de viver, para uma grande alegria tanto para si mesmo como para os outros e a qualidade de seu trabalho é muito superior comparada àquela que antes podia prestar.

A educação e a formação da infância também formam parte do passaporte vitalício.

Como a educação e a formação na infância também formam parte do passaporte vitalício, isto beneficia os pais. Estes podem, eventualmente, usar suas horas obrigatórias de trabalho para a educação de seus filhos ou bem podem deixar outros, que são expertos nisto, dedicarem-se a tal atividade. No estado mundial ninguém viver às custas dos outros.

Nem sequer os filhos dependem economicamente de seus pais. Neste estado não existe nenhum tipo de valor falso. Ninguém pode ser fraudado. Ninguém se individa ou pode arruinar-se e nem sequer ser objeto de coação econômica. A economia do estado mundial encontrou o seu rumo. Transformou-se em uma função luminosa automática. Todos trabalham com aquilo a que preferem se dedicar e vivem no bem-estar econômico. Ninguém é carga para ninguém. O estado mundial encontra-se em equilíbrio econômico.

Um idioma mundial

É natural que no estado mundial ou no reino mundial internacional não se caminhe mancando de um lugar a outro com as muletas dos idiomas nacionais, com os intérpretes ou com as melhores ou piores traduções. O estado mundial terá, naturalmente, seu idioma internacional próprio e particular. Em todo o mundo, cada criança aprenderá este idioma internacional do estado mundial. Imaginem que alívio será para o homem de então não ter barreiras idiomáticas em qualquer lugar do mundo onde se encontre. Todos os seres humanos da Terra, do norte e do sul, do oriente e do ocidente poderão falar uns com os outros e compreenderem-se mutuamente. Com um idioma comum, o mundo se converterá em uma pátria comum para todos os seres à margem de nacionalidade, cultura e raça. Imaginem que alívio ou economia de trabalho o fato de que nenhum livro tenha que ser traduzido. Todos poderão ler o que todos escrevem. Será óbvio também que nenhum dos idiomas nacionais existentes será usado para a criação deste idioma comum. Nenhum deles poderia ser usado sem provocar, possivelmente, invejas e ressentimentos e, talvez, até a guerra. É por isso que o mundo terá um idioma internacional neutral. Quando começar a extender-se por todas as escolas do mundo, as crianças em questão aprenderão este idioma e poderão conversar com as outras crianças independente de sua nacionalidade ou raça. Isto contribuirá para que os seres humanos possam se unir muito mais do que hoje em amizade, paz e se convertam cada vez mais em um povo irmão ao redor de todo o mundo.

O lado humano do homem transforma-se no lado dominante no estado mundial.

Além da transformação econômica divina, com o tempo, a mentalidade do homem também mudará e vencerá gradualmente a sua natureza animal. É por isso que a natureza humana do homem será a que, de um modo correspondente, se transformará na dominante. A natureza humana do homem é o amor ao próximo, a sabedoria, a inteligência e as manifestações culminantes da arte da natureza tão elevada, que até o momento desconhece-se na Terra. Estas manifestações artísticas acontecerão tanto dentro do campo da música, da escultura e da pintura assim como na poesia. Todos os talentos nobres, em seu estado mais alto de perfeição, se desenvolverão no reino humano perfeito. Se o homem acabado manifesta todas estas perfeições em um grau tão elevado, isto deve-se, naturalmente, à faculdade de amor total ao próximo que se sente neste reino e à faculdade da intuição. Mas este amor está ligado ao polo oposto do ser humano, isto é, ao polo masculino na mulher e ao feminino no homem. O homem perfeito chegou em sua evolução ao estádio polar desenvolvido. Isto significa que seu polo contrário alcançou o mesmo estádio que seu polo ordinário. O polo ordinário, que até o momento havia representado as disposições animais do ser e que fazia com que estas fossem as dominantes, também transformou-se gradualmente com a evolução, do mesmo modo que o polo contrário evoluiu, o que precisamente representa o humano do ser. Quando estes dois polos, desta maneira, tiverem se adaptado através da evolução, colaborando de um modo absoluto na consciência humana totalmente distante da mentalidade animal, o ser terá se transformado em homem totalmente perfeito à imagem e semelhança de Deus. Transformou no filho pródigo que voltou para a casa do Pai.

A bipolaridade do homem totalmente perfeito

Como ambos os polos, masculino e feminino, são iguais no homem acabado à imagem e semelhança de Deus e encontram-se em equilíbrio ou balanço, dito ser não é nem especialmente “masculino” e nem especialmente “feminino”. O homem acabado à imagem de Deus não é, pois, nem homem e nem mulher. Constitui exatamente o “homem autêntico e absoluto”. E esta bipolaridade é a que transforma o ser em imagem de Deus. O que cria o homem é, portanto, a bipolaridade. É natural que numa sociedade deste tipo não se case e nem se gerem filhos. O fogo supremo ou princípio sexual não inclui aqui a possibilidade do desencadeamento da simpatia unipolar de tipo instintivo que conhecemos como “paixão” que pode dominar totalmente a consciência de uma pessoa de modo que praticamente não pensa em outra coisa do que no objeto desta simpatia artificial. Este sentimento de simpatia não é um amor desenvolvido através de dores e sofrimentos como o autêntico amor. Diferencia-se, conseqüentemente, do verdadeiro amor que somente se refere a um objeto concreto e determinado, isto é, ao sexo oposto enquanto este possa desenvolver esta simpatia do mesmo modo e com a mesma força. Caso contrário, pode transformar-se em ódio, assassinato, homicídio ou no que de um modo tão penoso chama-se de “amor não correspondido”, enquanto que o amor que se desenvolveu de modo natural baseia-se no princípio melhor dar do que receber. Este amor não tem espaço para nenhuma “paixão”nem desejo de possuir outro ser totalmente e somente para si através da força e da violência. Enquanto a “paixão” ou a simpatia artificial cria ciúmes, inveja e rivalidade, coisas que são a raíz da escuridão e do mal, o amor autêntico cria o fundamento do que é bom ou da luz do mundo. O amor é a experimentação e a manifestação da consciência primária de Deus. Esta experimentação e esta manifestação conduzem o ser para a consciência cósmica e o transformam em um com Deus.

Em relação ao homem totalmente acabado à imagem e semelhança de Deus, este é, tal como já dito, um ser que está totalmente liberado de qualquer natureza animal. É um ser que se transformou passando de ser mamífero a homem totalmente perfeito. Após ter vivido na forma secundária ou animal do fogo supremo, transformou-se em um ser que vive na forma primária ou puramente humana deste mesmo fogo. O fogo supremo, em sua forma animal, é estimulado, como já dissemos, pela unipolaridade. A unipolaridade é uma estrutura orgânica que faz com que para o ser seja uma condição vital a atitude que diz. “melhor tomar do que dar”. É por causa disto que o ser para subsistir deve viver na luta e na guerra. Através do instinto do acasalamento e do processo de reprodução e seu conseguinte impulso inato de proteger a sua descendência, começa a experimentar o que é viver não somente para si mesmo, mas também para a descendência e para a família. Do mesmo modo que este impulso de sentir simpatia pela descendência e pela família surgiu como causa da unipolaridade do ser, com o seu passo para a bipolaridade surge a necessidade de amar a todos ou de amar a seu próximo como a si mesmo. Sem esta forma de amor, que é a suprema, nenhum ser poderia jamais se liberar do reino animal e transformar-se no homem à imagem e semelhança de Deus. Todos os seres humanos sem exepção, além de terem sua unipolaridade primária, também são bipolares. Mas esta bipolaridade está ainda tão pouco desenvolvida na maior parte da humanidade que os seres humanos em geral ainda nem sabem disso. Até mesmo os seres que estão muito avançados também não compreendem esta situação. Dita situação costuma ser considerada, geralmente, como um estado anormal. E o fato de que este juízo errôneo ou equívoco tenha sido e siga sendo, em grande medida, uma pesadelo e uma moléstia para os seres adiantados nesta evolução, é natural. Isto fez com que neste campo de desenvolvimento tenham-se criado desvios terríveis com consequências altamente infelizes, tanto para a sociedade como para os mesmos seres. Depreciar, humilhar a estes seres, zombar deles e sancioná-los equivale a sabotear a evolução. É criar inválidos ou mutilados psíquicos ou mentais. No momento não podemos entrar em detalhes nestas análises, mas nas explicações posteriores descreveremos mais minuciosamente este especial campo do desenvolvimento dos polos. Entretanto e para terminar, diremos que a dualidade dos polos libera os seres de ter que nascer de mulheres. O homem acabado desenvolveu simultâneamente uma faculdade através da qual pode materializar-se. Isto significa que sob certas circunstâncias pode criar um corpo físico provisional no qual, por um curto tempo, pode ser físico e falar com seres humanos físicos. Depois, através da desmaterialização, pode de novo e com uma grande rapidez dissolver este corpo provisório e desaparecer outra vez da esfera física. É natural que esta faculdade crie uma comunicação muito animada entre os “mortos” e os “vivos”, isto é, entre os seres espirituais ou desencarnados e os encarnados. Para estes seres a morte não é, portanto, uma separação entre os seres espirituais e os físicos. É por isso que no estado mundial nenhuma cerimônia na qual se enterra os seres e se chora pela sua morte. Tudo é luz e alegria.

A sublime vida do estado mundial

No estado mundial não existe nenhum tipo de luta política, já que a política mundial é a culminação da perfeição suprema ou amor ao próximo. Esta política é dirigida por seres conscientes cosmicamente. Estes seres são gênios em moral e somente permitirão que todos os seres humanos tenham o mesmo acesso ao nível de vida mais alto possível. Aqui a influência das grandes potências com tendências opressoras deixaram de existir há tempos. Aqui não se necessita nem maioria e nem direito ao voto, posto que a forma de governo do estado mundial é a culminação do amor ao próximo em contato com o tom fundamental do universo e, por conseguinte, o cumprimento da vontadade de Deus. Aqui todos vivem desenvolvendo suas dedicações favoritas. À parte das horas obrigatórias de trabalho que suas vidas custam, podem fazer o que querem. O material para a criação de qualquer tipo de coisa é gratis. Aqui todos preferem mais dar do que receber. Ninguém pode comprar e nem vender, porque o princípio do comércio ou dos negócios há tempos deixou de existir. Em troca, todos evoluiram convertendo-se, em maior ou menor grau, em científicos, artistas, escritores e poetas. O trabalho pesado, habitual hoje em dia, não existe, porque tudo se faz, até certo ponto, com aparelhos automatizados e máquinas. O ambiente de pessoas cansadas e de trabalho duro, de fadiga e extenuação, de seres humanos prematuramente envelhecidos e debilitados, tampouco existe no estado mundial. Todos são seres com formação, intelectuais que não conhecem a pobreza e nem os problemas econômicos, porque o sistema monetário já não existe. Aqui não existe nenhum sindicato e nenhuma luta por salário. Aqui não existe nenhum empresário e nem operário subordinado. Aqui não existe ninguém para ganhar dinheiro para ninguém. O pão de cada dia não implica em nenhuma luta. Aqui não existe ninguém que queira enriquecer-se. Cada homem trabalha exclusivamente para a manutenção de sua própria vida e não trabalha, de modo algum, para que outros vivam na ociosidade ou na vida folgada. Cada ser paga com o seu talento o número de horas que corresponde ao que a manutenção de sua vida custa de acordo com o o alto nível de vida calculado, que foi decidido pelo governo mundial. Não existe nenhum homem tão pouco desenvolvido que possa incitar a discórdia e a guerra. É por isso que aqui tampouco existe a necessidade de clínicas e nem de hospitais psiquiátricos e outros tipos de hospitais. Caso existam, irão diminuindo não somente graças às condições físicas felizes em que vivem os seres humanos, mas também e, especialmente, por causa da simpatia e do amor permanentes que todos emanam a todos. No reino humano perfeito não existe, naturalmente, nenhuma pena de morte e nenhuma outra forma de castigo, porque não existem “delinqüentes”. E o amor aos animais que fez com que não se coma, absolutamente, alimentos carnívoros, mas que os considere do mesmo modo que hoje se considera o canibalismo e que ninguém possa imaginar-se vestido com peles de animais e nem com roupa de couro, libertou o homem da quantidade imensa de carma. Imaginem que vida mais divina !. Não é estranho que seja necessária uma evolução humana acabada para estar em um reino assim que, precisamente, é o verdadeiro “reino de Deus” na Terra. Na verdade, a difusão do “Intercessor”, o “Espírito Santo” cumpriu-se aqui. O globo terrestre converteu-se no reino humano à imagem e semelhança de Deus. O amor de Deus brilha e propaga o afeto desde todos os olhos, todas as mentes e todos os corações. A vida se transformou em um mundo de carícias. Estamos no reino dos céus. E este é o presente de Deus para a humanidade futura.

Vamos terminar a nossa análise do reino mundial internacional, no qual a humanidade se unirá, com dois trechos de minha obra principal “Livets Bog” (O Livro da Vida) onde este tema será tratado mais detalhadamente. Os trechos são dos capítulos 117-119 e, antes de tudo, consistem em doze pontos principais que constituem o fundamento básico da estrutura do reino mundial em contato com o tom fundamental do universo, o amor.

1.   Triunfo do altruísmo, em todas as suas formas, sobre o egoísmo. Triunfo do interesse comum sobre  o  interesse privado.

2.   Criação de um regime global e democrático.

3.   Desarmamento de todos os países em favor da criação de uma polícia mundial e imparcial.

4.   Desenvolvimento de uma alta justiça internacional e pública, isto é, não secreta, tendo os seres mais desenvolvidos dentro do campo da ciência – tanto no nível espiritual como no nível material – como representantes; seres qualificados para conhecer a diferença entre “ações anormais” e “delitos”, com conhecimento do curso da evolução e das leis eternas da existência e, consequentemente, prestadores da garantia do direito e da justiça para tudo e para todos.

5.   Abolição da propriedade privada dos bens em favor da possessão desta por parte do estado mundial.

6.    Abolição do dinheiro. O trabalho pessoal realizado por um indivíduo será seu único meio de pagamento.

7.    Estabelecimento de uma fundação para a infância, a velhice e a enfermidade, comum para todo o estado mundial e com base nas quotas nominais do trabalho.

8.   Exploração das máquinas com o objetivo de encurtar o tempo material do trabalho em favor de dias de estudo e de investigação espiritual.

9.   Abolição de toda política violenta e de todo derramamento de sangue.

10.  Abolição da tortura, dos castigos físicos e da pena de morte em favor da criação de medidas educativas e de internações competentes.

11.  Desenvolvimento de alimentos vegetarianos, da saúde e da higiene; criação de moradias sadias e ensolaradas.

12.  Desenvolvimento da liberdade de pensamento, da tolerância, da humanidade e do  amor a todos os seres vivos, homens, animais e minerais.

Estes doze pontos descrevem as realidades em torno as quais se concentra toda a energia evolutiva dos homens terrenos, e para as quais o cumprimento do supremo mandamento de amor da existência: “amai-vos uns aos outros”, com base nesse novo impulso mundial que formará parte da vida cotidiana dos homens deste planeta, se dirigirá a caminho de sua total ativação. Estes pontos não são uma especulação mental complexa nem uma hipótese construída. Pelo contrário, são a expressão de uma autêntica análise dos fatos que somente se manifestaram no pensamento após prévias experiências reais. É por isso que nenhum homem terreno poderá existir sem estar em contato com estas realidades, sem estar rodeado destas energias.

Estar em harmonia com estas energias, com estes doze pontos, é o mesmo que estar em harmonia com o projeto mundial divino, é o mesmo que ser um fator que estimula a criação da paz mundial, e é o caminho mais curto para cada homem terreno em direção ao “grande nascimento”, em direção à uma existência transfigurada.

Pode-se dizer que os grandes acontecimentos que sacudiram o mundo no presente século * são idênticos à transformação do estado entre as trevas da humanidade terrena em uma existência à luz do sol. Trata-se da agonia do reino animal no corpo da sociedade humana terrena. Trata-se do começo do incipiente reino humano cósmico na Terra. É muito natural que estes acontecimentos de tanta importância não tenham podido se manifestar e, nem podem, sem um mínimo de derramamento de sangue, enquanto todavia sigam sendo idênticos à luta existente na zona onde o ódio, a vingança e a auto-defesa lutam contra a escravidão, a cobiça, etc. Um campo de batalha que manifesta uma reação entre tais energias somente pode oferecer cadáveres. Mas sobre este cadáveres surge o mundo com uma nova imagem transfigurada e a Terra se transforma em vibração de sensatez e amor, em harmonia de intuição e felicidade.